Habemus papam
Habemus papam
O filme trata do papa e do Vaticano, isto já está mencionado no título.
Mas Nanni Moretti aborda outros temas não menos relevantes:
um filme sobre velhice;
um filme sobre uma sociedade que produz ansiedade;
um filme sobre a Síndrome do Pânico – pois é exatamente o que acomete o papa: aceita o cargo, mas na exata hora de assumir, o pânico o paralisa. O pânico do papa sabota o próprio papa;
um filme sobre o desejo de um homem velho que o mundo continue a passar – mas, por favor, o deixe em paz. No camarote de um teatro ou num ônibus;
um filme sobre a ineficiência da terapia psicanalítica na nossa sociedade; um filme sobre ansiolíticos. Embora mais complexo, é um filme próximo de ROMÂNTICOS ANÔNIMOS, que também falava da tribo Rivotril;
um filme sobre o perigo de misturar ansiolíticos, soníferos e antidepressivos;
um filme sobre a vergonha de estar dependente dessa medicação – é só se lembrar do rosto abaixado do cardeal que um dedo aponta.





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