Autoficção

 

 

Autoficção é um esporte praticado por Kiko Goifmam, Sandra Kogut, Teixeira Coelho, Mireille Abramovici, João Moreira Salles e muitas outras pessoas, entre as quais eu me incluo.

A autoficção pode ser praticada literária, cinematográfica e fotograficamente.

A autoficção é UM DOS termos – que resta a definir – que poderia nos ajudar a superar a lenga-lenga ficção/documentário documentário/ficção.

Com ele, poderíamos navegar num gigantesco universo atual, que abarca tanto produtos como BIG BROTHER (aliás, nada desprezíveis) quanto obras requintadas como A HISTÓRIA NATURAL DA DITADURA (Teixeira Coelho) ou SANTIAGO (Moreira Salles).

Da minha parte, eu pratico autoficção em trabalhos como A DOENÇA, UMA EXPERIÊNCIA ou participando de filmes como DIZEM QUE EU VOLTEI AMERICANIZADA (Vitor Ângelo), SOBREVIVENTES (Míriam Schnaiderman e Reinaldo Pinheiro) e FILMEFOBIA (Kiko Goifmam). E até no roteiro que Rubens Rewald e eu estamos escrevendo para Tata Amaral: HOJE.