Basílico - Josimar Melo UOL Blog

Blog de Jean Claude Bernardet

06/02/2012

Tom Jobim

 
 

Tom Jobim

 

Tem se prouzido muitos filmes ditos “documentários” sobre músicos e música. Que seguem o mesmo modelo: músicas constantemente truncadas para deixar  os entrevistados falar.

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM se destaca, como já muitas vezes dito, pela ausência de entrevistas, o que é um enorme alívio (ainda mais depois do falatório do díptico sobre Sergio Buarque de Holanda). Cria-se assim um tempo que é o tempo da música, O filme nos convida a ouvir música e a reação do espectador é de prazer.

A montagem se orientou também pelos documentos cinematográficos encontrados. Uma informação sem documento interessante foi apenas aludida ou até mesmo omitida. Dessa forma, o filme cria não sói um ambiente musical mas também um ambiente visual sedutor.

Escrito por Jean-Claude Bernardet às 14h20
 ] [ regras ] [ envie esta mensagem ]

Aruanda

 
 

Aruanda

 

Ao texto postado por Jorge Furtado no seu blog por ocasião do falecimento de Linduarte Noronha, gostaria de acrescentar duas observações:

1) a trilha musical de ARUANDA se compõe de musicas gravadas por Linduarte após pesquisa, o que revela uma preocupação com a música inexistente no documentário brasileiro da época. Simplesmente se usava um disco qualquer, e pronto, o filme tava musicado. A gravação sonora não está associada à imagem, o equipamento de som direto só chegaria mais tarde, mas a preocupação musical já é de som direto. Por outro lado, a locução, com timbre e entonações inconfundíveis, é típica dos anos 50. Com essa locução e uma preocupação musical que já é de cinema direto, ARUANDA é um filme de transição na materialidade de sua trilha. Essa transição passará ainda por MAIORIA ABSOLUTA de Leon Hirzman e GARRINCHA ALEGRIA DO POVO de Joaquim Pedro de Andrade, antes de chegar a VIRAMUNDO de Geraldo Sarno.

2) A repercussão de ARUANDA logo depois de sua produção não se deve apenas ao filme, mas igualmente a uma decisão tomada por Linduarte: viajar para o sul. Linduarte foi primeiro ao Rio mostrar o filme a Glauber, que teve a reação que se sabe. Em seguida ele foi a São Paulo mostrar o filme a Paulo Emilio Salles Gomes na Cinemateca Brasileira. Meu artigo “Dois documentários” sai no Suplemento Literário do Estado de S. Paulo em 18.8.1961. O segundo documentário era APELO de Trigueirinho Neto, que me criticou por não ter consagrado o artigo exclusivamente a ARUANDA. Rudá de Andrade, Maurice Capovilla e eu programamos ARUANDA na Bienal de São Paulo de 1961. Quero destacar que a importante  repercussão do filme em 1961 não teria sido a mesma sem a viagem, que faz parte da história do cinema tanto quanto o filme.

Escrito por Jean-Claude Bernardet às 14h12
 ] [ regras ] [ envie esta mensagem ]

historico

busca

Neste blog Na web
Visitas Contador